wallacelima
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04:06:35 am on Março 4, 2008 | # |
I have changed my mind about my body. I used to think of it as a kind of hardware on which my mental and behavioral software was running. Now, I primarily think of my body as software.
My body is not like a typical material object, a stable thing. It is more like a flame, a river or an eddie. Matter is flowing through it all the time. The constituents are being replaced over and over again.
A chair or a table is stable because the atoms stay where they are. The stability of a river stems from the constant flow of water through it.
98 percent of the atoms in the body are replaced every year. 98 percent! Water molecules stays in your body for two weeks (and for an even shorter time in a hot climate), the atoms in your bones stays there for a few months. Some atoms stay for years. But almost not one single atom stay with you in your body from cradle to grave.
What is constant in you is not material. An average person takes in 1.5 ton of matter every year as food, drinks and oxygen. All this matter has to learn to be you. Every year. New atoms will have to learn to remember your childhood.
These numbers has been known for half a century or more, mostly from studies of radioactive isotopes. Physicist Richard Feynman said in 1955: “Last week’s potatoes! They now can remember what was going on in your mind a year ago.”
But why is this simple insight not on the all-time Top 10 list of important discoveries? Perhaps because it tastes a little like spiritualism and idealism? Only the ghosts are for real? Wandering souls?
But digital media now makes it possible to think of all this in a simple way. The music I danced to as a teenager has been moved from vinyl-LPs to magnetic audio tapes to CDs to Pods and whatnot. The physical representation can change and is not important — as long as it is there. The music can jump from medium to medium, but it is lost if it does not have a representation. This physics of information was sorted out by Rolf Landauer in the 1960′ies. Likewise, out memories can move from potato-atoms to burger-atoms to banana-atoms. But the moment they are on their own, they are lost.
We reincarnate ourselves all the time. We constantly give our personality new flesh. I keep my mental life alive by making it jump from atom to atom. A constant flow. Never the same atoms, always the same river. No flow, no river. No flow, no me.
This is what I call permanent reincarnation: Software replacing its hardware all the time. Atoms replacing atoms all the time. Life. This is very different from religious reincarnation with souls jumping from body to body (and souls sitting out there waiting for a body to take home in).
There has to be material continuity for permanent reincarnation to be possible. The software is what is preserved, but it cannot live on its own. It has to jump from molecule to molecule, always in carnation.
I have changed my mind about the stability of my body: It keeps changing all the time. Or I could not stay the same.
TOR NØRRETRANDERS***
Eu mudei de idéia sobre meu corpo. Sempre pensei nele como um tipo de hardware no qual meu software mental e comportamental estava rodando. Agora, penso no meu corpo como, antes de tudo, software.Meu corpo não é como um objeto material típico, algo estável. É mais como uma chama, um rio ou um <eddie>. Há matéria fluindo através dele todo o tempo. Os constituentes estão sendo substituido sucessivamente.
Uma cadeira ou uma mesa é estável porquê os átomos ficam onde estão. A estabilidade de um rio emana do fluxo constante de água através dele.
98 porcento dos átomos do meu corpo são substituidos todo ano. 98 porcento! Móleculas de água permanecem em nosso corpo por duas semanas (ou por um período menor sob um clima quente). Os átomos em nosso ossos ficam lá por poucos meses. Alguns átomos permanecem por anos. Mas praticamente nem um único átomo permanece com você em seu corpo, do berço à sepultura.
O que é constante em você não é material. Uma pessoa comum consome 1 tonelada e meia de matéria todo ano como comida, bebida e oxigênio. Toda essa matéria tem que aprender a ser você. Todo ano. Novos átomos vão ter que aprender a se lembrar de sua infância.
Esses números são conhecidos por meio século ou mais, principalmente a partir de estudos de isótopos radioativos. O físico Richard Feynman disse em 1955: “As batatas da semana passada! Como agora podem lembrar o que estava acontecendo em sua mente há um ano atrás.”
Mas por que este simples insight não está na lista das 10 mais importantes descobertas de todos os tempos? Talvez porque soa um pouco como espiritualismo e idealismo? Só os fantasmas são reais? Almas errantes?
Mas a mídia digital agora torna possível pensar nisso de uma maneira simples. A música que dancei quando adolescente foi movida de LPs de vinil para fitas cassete magnéticas para CDs para MP3 Players e que mais.
A representação física pode mudar e não é importante – contato que ela esteja ali. A música pode pular de meio a meio, mas é perdida se não tem uma representação. A física da informação foi organizada por Rolf Landauer nos anos 60. Da mesma forma, nossas memórias podem se mover de átomos-de-batata para átomos-de-hamburguer para átomos-de-banana. Mas no momento em que elas estão por si só, se perdem.Nos reencarnamos o tempo todo. Constantemente damos vida nova à nossa personalidade Mantenho minha vida mental viva pulando de átomo em átomo. Um fluxo constante. Nunca os mesmos átomos, sempre o mesmo rio.
Sem fluxo, sem rio. Sem fluxo, sem eu.Isto é o que chamo reencarnação permanente: Software substituindo seu hardware o tempo todo. Átomos substituindo átomos o tempo todo. Vida. Isto é muito diferente de reencarnação religiosa com almas pulando de corpo em corpo (e almas sentadas esperando por um corpo para chamar de lar).
Há de haver continuidade material para que a reencarnação permanente seja possível. O software é o que é preservado, mas ele não pode viver por conta própria. Ele tem que pular de molécula para molécula, sempre em <carnation>.
Mudei minha idéia sobre a estabilidade de meu corpo: Ele fica mudando o tempo todo. Ou não poderia continuar o mesmo.
brazilian version in http://blogdorocco.wordpress.com/2008/01/03/sobre-o-que-voce-mudou-de-ideia/
